segunda-feira, 22 de junho de 2009

Confesso que vivi (sem diploma)

Hoje é (acho que mais um) dia em que se comemora o Dia do Amigo.
Tenho recebido muitas mensagens e enviado outras tantas aqueles que, perto ou longe, têm sido fiéis escudeiros e ternos companheiros de caminhos, seja qual for a topografia. Amizade gravada na emoção e em pegadas, que o vento e o tempo não apagam.
Escolhi hoje, nem sei bem porque, para encerrar este blog.
Tem muita coisa misturada sobre o que me move e comove no dia a dia. Tem sido um bom exercício. Outros virão.

Pra encerrar, preciso apenas dizer o que penso sobre o debate fervoroso que envolve a questão da formação e do diploma de graduação de jornalista.
Sou profissional da área de comunicação social desde 1974.
Por cerca de vinte anos trabalhei em atendimento, mídia, pesquisa de mercado, marketing e assessoria de imprensa em agencias de propaganda e empresas do setor privado. Criei e gerenciei departamentos. Enfrentei e venci desafios e pré-conceitos. Aprendi muito. Estudei bastante. Tarefas das quais não abro mão. Tem muita coisa que eu ainda preciso e quero aprender.
Hoje, trabalho como assessora de imprensa. Há quatorze anos, e sem diploma.

Por que sem diploma?
Bem no inicio, faltava grana. Depois, já na maratona de administrar a sobrevivência de todo dia, continuava faltando grana. E tempo. Mas, consegui mais do que sobreviver. Confesso que vivi.
Gosto do que faço. Tenho sorte e conquistei o direito e o prazer de fazer somente o que gosto.
Tenho uma irmã, cronologicamente mais nova que eu, jornalistacomdiploma. Já declarou que escolheu o curso universitário e a profissão por testemunhar e admirar minhas lutas, alegrias e conquistas profissionais. Minha filha, idem. A primeira é reconhecida como referência numa das áreas da Comunicação. A outra, embora em fase de estágio, já tem a sua marca e individualidade na área. Mea culpa, meu orgulho.

Ao longo desses anos recebi inúmeros convites - amigos jornalistas, professores e profissionais de comunicação social – para dar palestras e aulas específicas em cursos e universidades sobre temas afins. Algumas (poucas) vezes, em ambientes restritos e com um certo constrangimento, aceitei ‘convites compulsórios’ de algumas chefias.

Ocasiões em que, compartilhando experiências com alunos da universidade, fiz sempre questão de declarar não ser ‘jornalistacomdiploma’ e afirmar a importância da formação acadêmica. Mas, principalmente, a necessidade da busca permanente de conhecimentos e informação, além da técnica e do tutorial academicista posto e proposto de modelagem intelectual, que reduz o diploma a um troféu.
Essa é a questão. É contra esse modelo, que fomenta o enriquecimento dos mercenários da educação que precisamos, ‘comdiploma’ e ‘semdiploma’, nos insurgir.

Afinal, qual é o significado e o valor do diploma?
A instituição da obrigatoriedade do diploma para jornalistas é um resquício da ditadura militar. Uma estratégia maquiavélica para tirar das redações o que consideravam o ‘pensamento subversivo’.
É justo reduzir a discussão a tempo e investimento financeiro?
Diploma ou passaporte?
Por que motivos a Federação, Sindicatos, Associações de Classe engessaram-se em ações corporativistas.
Encontros, plenárias, assembléias e fóruns, pagos por seus associados e patrocinados por empresas privadas, sempre receberam denúncias dos ‘comdiploma’, principalmente de cidades e municípios afastados dos grandes centros, na luta por seus direitos.
Por que a abertura de tantos procedimento criminais contra jornalistas sem diploma? Por que não contra as empresas? Garantia dos próprios empregos e de patrocínios?
Onde ficou a defesa da qualidade do ensino? Que ações e movimentos foram feitos em defesa das garantias constitucionais de emprego, em especial, para os recém-formados?
E os jornalistas donos de “empresas de assessoria de imprensa”.
Por que, e com que justificativa, atuam e se apropriam de ações nas áreas de marketing, relações públicas, propaganda e/ou produção de eventos, além de aceitar convites, proferir palestras e demonstrar ‘cases’ que extrapolam a competência do diploma da profissão de jornalista?

A Federação Nacional dos Jornalistas diz que o diploma (como parte de uma regulamentação profissional) é um direito do jornalista. Não é.Direito de jornalista é trabalhar em condições dignas, o que inclui, especialmente, o respeito à integridade que o produto de seu trabalho fizer por merecer. Diploma não tem nada com isso.Diploma tampouco impede que o jornalista cometa assassinatos de caráter, o que não é propriamente raro na imprensa brasileira. Nem garante que o consumidor do trabalho jornalístico terá respeitado o seu direito essencial à informação honesta, fundamentada e veraz.Em tempo: este jornalista, que entrou pela primeira vez na redação de um jornal antes de entrar numa faculdade, tem a sorte de ser de um tempo em que não existia essa história de diploma. Nem ele, nem aqueles que lhe ensinaram o ofício, nem outros profissionais a quem mais admira, formaram-se em comunicação.

...
E é justamente de Cláudio Abramo uma das mais contundentes declarações contra essa obrigatoriedade: "Para ser jornalista, é preciso ter uma formação cultural sólida, científica ou humanística. Mas as escolas são precárias. Como dar um curso sobre algo que nem eu consigo definir direito? Trabalhei 40 anos em jornal e acho muito difícil definir o que meia dúzia de atrevidos em Brasília definem como curso de jornalismo. Foi o que fez o patife do Gama e Silva (ministro da Justiça de Costa e Silva), que elaborou a lei para tirar os comunistas dos jornais". (Cláudio Abramo, "A Regra do Jogo", São Paulo, Companhia das Letras, 2002, páginas 247 e 252)."
(Fonte: http://jornalistassemdiploma.blogspot.com/)

Muito ainda há que levar em conta na discussão do tema.
Urgente é a formação e o aperfeiçoamento dos profissionais de comunicação, para as diversas funções e responsabilidades na elaboração e adequação de conteúdos, a partir da renovação e inovações das mídias digitais e suas plataformas.

Recomendo a leitura:
Sexta-feira, Junho 19, 2009
MERVAL PEREIRA -O diploma e o monge
O GLOBO
Gostei muito de um comentário do Carlos Heitor Cony em seu programa com o Arthur Xexéo na CBN.Disse ele: "O diploma não faz o jornalista, assim como o hábito não faz o monge". Uma definição perfeita da situação que vivemos hoje, depois que o Supremo Tribunal Federal acabou com a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Cony completaria a explicação salientando que nós, jornalistas, somos que nem os jogadores de futebol, testados no campo, no dia a dia da profissão. Não adianta ser amigo do técnico, nem ser indicado por amigo do patrão ou do chefe. Se o jornalista não for competente na sua função, não resiste na carreira, ou vai ficar marcando passo. Com ou sem diploma.
http://arquivoetc.blogspot.com/2009/06/merval-pereira-o-diploma-e-o-monge.html



Como é que um olhar enviesado pelo véu da ideologia vigente, que encobre e envolve todas as expressões sociocul turais, pode atingir a entranha das coisas e revelar suas relações perversas e mentirosas?”Adorno
“Foi dada a eles a escolha de se tornarem reis ou mensageiros de reis. Com a ingenuidade das crianças todos escolheram ser mensageiros. Eis porque só existem mensageiros, que correm pelo mundo e, como não há mais reis, gritam uns para os outros mensagens que não têm mais sentido.”
Franz Kafka

“A falta de convicções dos jornalistas, a prostituição de suas vivências e de suas crenças só é compreensível como ponto culminante da reificação capitalista."
Georg Lukács

quinta-feira, 18 de junho de 2009

NOOSFERA (*)

Filosofia, aforismos e
a indústria da informação e da cultura


A Escola de Atenas (1510/11),
obra de Rafael, pintor renascentista italiano

"A unanimidade comporta uma parcela de entusiasmo, uma de conveniência e uma de desinformação."
C. Drummond de Andrade

“Foi dada a eles a escolha de se tornarem reis ou mensageiros de reis. Com a ingenuidade das crianças todos escolheram ser mensageiros. Eis porque só existem mensageiros, que correm pelo mundo e, como não há mais reis, gritam uns para os outros mensagens que não têm mais sentido.”
Franz Kafka

“A sociedade inteiramente administrada é a da subordinação de todas as esferas da vida ao fator econômico. Ela é uma “prisão ao ar livre”, na qual “a garantia de não morrer de fome é obtida em troca do risco de morrer de tédio”.
Raoul Vaneigen

“...Ter em vista, na expressão, a coisa em vez da comunicação, é coisa suspeita: o que é específico, não extraído de esquemas preexistentes, aparece como uma desconsideração, um sintoma de excentricidade, quase de confusão. A lógica atual, que tanto se vangloria de sua clareza, colocou ingenuamente tal perversão na categoria da linguagem quotidiana. A expressão vaga permite àquele que a ouve representar-se aproximadamente o que lhe convém e que ele de todo modo já tem em mente. A rigorosa impõe uma compreensão inequívoca, um esforço conceitual, do qual as pessoas perderam deliberadamente o hábito, exigindo delas diante de todo conteúdo a suspensão dos juízos habituais e, deste modo, um certo afastamento, a que elas resistem violentamente. Apenas aquilo que elas não precisam compreender primeiro é tido como compreensível; só aquilo que, em verdade, é alienado, a palavra cunhada pelo comércio, é capaz de tocá-las como algo familiar. Poucas coisas contribuem tanto para a desmoralização dos intelectuais. Quem quiser subtrair-se a ela, tem que considerar todo conselho a dar atenção à comunicação como uma traição ao que é comunicado”.
Adorno

“o poder da indústria cultural provém de sua identificação com a necessidade produzida, não da simples oposição a ela, mesmo que se tratasse de uma oposição entre a onipotência e impotência”
Adorno

“quem escreve deve combinar o controle mais rigoroso, no sentido de que a palavra signifique a coisa e só a coisa, nenhum olhar de través com a auscultação de cada locução, o esforço paciente para ouvir o que linguisticamente, em si, se sustenta ou não se sustenta”
Adorno

“A falta de convicções dos jornalistas, a prostituição de suas vivências e de suas crenças só é compreensível como ponto culminante da reificação capitalista."
Georg Lukács

“...
Toda participação no mundo social, cultural,construído e administrado historicamente pelos dominantes e regido pelas relações de interesses está eivada pelo vírus da falsidade. O processo de exploração do homem pelo homem não existe apenas no mundo do trabalho, das leis, da repressão estatal, na estrutura da família, da igreja, da escola, na manipulação dos meios de comunicação. Dá-se em todas as manifestações de vida, no próprio ato de socialização, de conversação, de ajuda ao necessitado, de condescendência. Enxergar isso criticamente é um passo inicial para se tentar reverter as relações sociais de dominação presentes no cotidiano. Como é que um olhar enviesado pelo véu da ideologia vigente, que encobre e envolve todas as expressões sociocul turais, pode atingir a entranha das coisas e revelar suas relações perversas e mentirosas?”
Adorno


“...o aforismo, um protesto contra a maneira acadêmica padronizada de escrever e contra os sistemas fechados e “completos”.
Bruno Pucci, Professor doutor da Faculdade de Educação da U NIMEP e coordenador do grupo de estudos e pesquisas Teoria Crítica e Educação. Pesquisador do CNPq e da Fapesp

Ver o comentário de Olgaria Matos “A indústria da consciência”,
sobre a tradução de Minima Moralia, de Theodor Adorno, feita por Gabriel Cohn (Azougue editorial), publicado no portal Carta Maior - Arte & Cultura em 28/05/2009
http://www.cartamaior.com.br

(*) O conceito da noosfera é atribuído ao filósofo francês Teilhard de Chardin. Segundo ele, assim como há a atmosfera, a geosfera e biosfera, existe também o mundo ou esfera das idéias, formado por produtos culturais, pelo espírito, linguagens, teorias e conhecimentos. Seguindo esta linha de pensamento, alimentamos a noosfera quando pensamos e nos comunicamos. A partir de então, o conceito de noosfera foi revisto e conseqüentemente sendo previsto como o próximo degrau evolutivo de nosso mundo, após sua passagem pelas posteriores transformações de geosfera, biosfera, "tecnosfera" (temporária e em andamento) e, então, a noosfera.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Noosfera

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Blog da Petrobras - Midiatrix Revelations

O vídeo, no final deste post. é apenas uma sátira, oportuna e bem humorada, que ilustra o embate que vem sendo travado nos dias recentes entre os grandes grupos da mídia e muitos de seus porta-vozes: uma ação em cadeia, provocada pela criação do Blog Fatos&Dados da Petrobras - www.fatosedados.com.br.

A questão vem sendo abordada, em geral, num tom maniqueísta de medida de forças e credibilidade entre o sagrado e o profano, quando o que realmente importa é a informação.

Tem que investigar sim!

Afinal, a Petrobras é uma empresa brasileira quarta colocada no ranking das maiores petrolíferas de capital aberto do mundo e, em valor de mercado, terceira maior empresa do continente americano e ocupa o sexto lugar entre as maiores empresas do mundo.
Em 2008 a Petrobras ultrapassou a Microsoft, tornando-se a terceira maior empresa do continente americano em valor de mercado, segundo a consultoria Economática. Também, em 2008, tornou-se a terceira empresa mais lucrativa das Américas, exceto o Canadá, superando a Vale.

O que está em jogo é a soberania do país.

Agora, o que não se pode admitir é a que a escandalização de denúncias e fatos, ainda sem a apuração e comprovação devidas e necessárias, sejam forjadas como informação, a título do interesse público e a reboque de interesses empresariais e políticos.

O portal Carta Maior - http://www.cartamaior.com.br/ - publicou, em 21 de maio, o artigo Internet vs. Mídia tradicional: mudança sem retorno, assinado por Venício Lima, pesquisador Sênior do Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da Universidade de Brasília - NEMP - UNB, com a seguintes afirmação:

Duas pesquisas divulgadas recentemente mostram, de forma inequívoca, a dimensão das mudanças que estão ocorrendo no “consumo” de mídia, tanto no Brasil como no mundo. Elas são tão rápidas e com implicações tão profundas que, às vezes, provocam reações inconformadas de empresários e/ou autoridades que revelam sérias dificuldades para compreender ou aceitar o que de fato está acontecendo no setor de comunicações.
Leia o artigo na íntegra: http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4350

Não dá pra manobrar a correnteza.
Transparencia é o que conta na 'nova ordem mundial'.
Entre direitos e deveres, o de se contribuir para a formação de uma opinião pública bem informada, democrática e plural.


sábado, 13 de junho de 2009

Só de sacanagem - Elisa Lucinda

Blog da Petrobras - CELACANTO PROVOCA MAREMOTO

Blog da Petrobras
O furor causado pela iniciativa da Petrobras de criar um blog, seu conteúdo e objetivos, nos traz uma excelente oportunidade de reflexão sobre o papel da imprensa, o exercício de ser jornalista, o impacto e as conseqüências que novas formas e usos da tecnologia estão trazendo, em especial, ao universo da informação e da comunicação.

Estamos num tempo de renovação de paradigmas, não necessariamente de valores, mas o que parece propor 'passar do discurso à prática' do desejo unânime da 'tal' liberdade de expressão.
Aos ‘coleguinhas' fico com Sócrates:
“...em vez de tampar a boca dos outros, preparar-se para ser o melhor possível."

Celacanto provoca maremoto
Uma das primeiras e enigmáticas pichações, onipresente nos muros da cidade do Rio de Janeiro, no final dos anos 70, copiada nos muros de outras muitas cidades do país, CELACANTO PROVOCA MAREMOTO, depois de algum tempo acabou sendo desvendada. Era criação de um menino, com apenas 17 anos na época, o jornalista carioca Carlos Alberto Teixeira. A inspiração, um dos episódios do seriado japonês National Kid, sucesso da televisão brasileira na década de 60, intitulado Contra os Seres Abissais.
"Não se aventurem nas profundezas dos oceanos. O celacanto quando se enfurece emite grandes ondas de ódio".
Tem gente que traduz melhor o significado dos fatos.
(extraído do artigo Conselho federal da meia dúzia de famílias donas do jornalismo no Brasil, assinado pela jornalista Marilene Felinto, da Caros Amigos, publicado no site www.piratininga.org.br em outubro de 2004)

"A imprensa escrita e audiovisual é dominada por um jornalismo reverente", como bem diz Serge Halimi, "por grupos industriais e financeiros, por um pensamento de mercado, por redes de conivência.
Um pequeno grupo de jornalistas, onipresentes, impõe a sua definição de informação-mercadoria a uma profissão cada vez mais fragilizada pelo medo do desemprego. Eles servem aos interesses dos donos do mundo.
São os novos cães de guarda" (Serge Halimi, Les Nouveaux Chiens de Garde).
Pois eu me orgulho de ter caído fora do establishment da imprensa paulista por me recusar a escrever o que o patrão manda. Não fui demitida da Folha de S. Paulo (como ainda me perguntam alguns leitores): pedi demissão.
Saí no momento exato em que vieram impor o que eu deveria ou não deveria escrever. Não escrevo o que o patrão manda. Não nasci para marionete.
A censura existe, sim. Não é igual à censura das ditaduras, funciona de outra maneira. "Como se oculta hoje a informação?", pergunta Ramonet. "Através de um aumento de informações: a informação é dissimulada ou truncada porque há demasiada para consumir.
E não chegamos mesmo a aperceber-nos da que falta." Além disso: a censura da redação de jornal "consiste em suprimir, em amputar, em proibir um certo número de aspectos dos fatos, ou até a totalidade dos fatos, a ocultá-los, a escondê-los".
A tudo isso, diz ele, vem juntar-se aquela prática muito difundida nos meios midiáticos que consiste, para qualquer jornalista que pretenda fazer normalmente carreira no meio, não criticar as práticas criticáveis dos seus confrades. "Os midia, para venderem, têm de dar uma boa imagem de si mesmos e têm, pelo menos, de fazer acreditar na sua própria integridade e imparcialidade."
Na "nova ordem mundial" em voga, a informação é impulsionada e guiada pelo mercado e se caracteriza, como lembra Roberto Sávio, por uma crescente concentração, tanto dos meios de comunicação quanto das empresas de telecomunicações, e pela homogeneização dos conteúdos, o que desemboca no nefasto fenômeno do "pensamento único".
Exemplo: os dois maiores jornais diários de São Paulo, Folha e Estado, cobrem de forma idêntica o governo Lula: minimizam os sucessos (política externa, geração de empregos, equilíbrio da economia, investimentos na área social etc.) e optam pela desmoralização pura e simples. Não são jornais críticos (e crítica sempre há a ser feita), são jornais difamadores, que apostam na derrocada de um governo só porque não se trata de um governo da laia deles.
O negócio dos dois jornais é regurgitar na deformação preconceituosa, na desinformação, na mensagem negativa que enquadre os sem-nada, os sem-terra, os Lula da vida (nordestino, pobre, sem diploma universitário) e convença a sociedade de que eles nada valem. As maiores revistas (Veja, Época, IstoÉ) seguem na cola desse pensamento único. São todas iguais na estupidez. Uma vergonha. Não há mais o que ler. Essa história de jornalismo independente no Brasil de hoje é uma fraude espetacular.
"Questionamo-nos sobre o futuro dos jornalistas. Eles estão em vias de extinção", diz Ignacio Ramonet. "O sistema já não os quer. Podia funcionar sem eles. Ou digamos, antes, que aceita funcionar com eles, mas atribuindo-lhes um papel menos decisivo: o de operários numa produção em cadeia (...). Dito de outra maneira, rebaixando-os para a categoria de retocadores de despachos de agência. A qualidade do trabalho dos jornalistas está em vias de regressão e, com a precarização galopante da profissão, acontece o mesmo com o seu estatuto social."
Marilene Felinto é escritora e jornalista. (contato: marilenefelinto@carosamigos.com.br)

Vale a pena ler também:

Nova descoberta da Petrobrás abala mídia, artigo de Marcelo Salles no portal da revista CarosAmigos
http://carosamigos.terra.com.br
e,

terça-feira, 9 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Palpite Infeliz ou This is where the PIG tail twists


Palpite Infeliz
Noel Rosa
Composição: Noel Rosa / Araci de Almeida
Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira,Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila Não quer abafar ninguém,
Só quer mostrar que faz samba também
Fazer poema lá na Vila é um brinquedo
Ao som do samba dança até o arvoredo
Eu já chamei você pra ver
Você não viu porque não quis
Quem é você que não sabe o que diz?
A Vila é uma cidade independente
Que tira samba mas não quer tirar patente
Pra que ligar a quem não sabe
Aonde tem o seu nariz?
Quem é você que não sabe o que diz?




Dia dos Namorados no Cinema


"A Festa da Menina Morta"
estréia dia 12 de junho

A história de Santinho, um jovem rapaz que ganhou status de líder espiritual e santo na remota comunidade em que vive, numa comunidade ribeirinha do Alto Amazonas, ao realizar um "milagre" depois do suicídio de sua mãe.


Com Daniel de Oliveira, Jackson Antunes, Dira Paes e Cássia Kiss no elenco, o filme foi selecionado e exibido no dia da abertura do Festival de Cannes de 2008.




Primeiro longa sob a direção de Nachtergaele, premiado com seis”kikitos” no Festival de Gramado, e mais dois troféus Redentor - Melhor Direção e Melhor Ator (Daniel de Oliveira) no Festival do Rio. No Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles ganhou os prêmios nas categorias de Melhor Fotografia e Melhor Roteiro.
*************************



"Apenas o fim" é o longa produzido por estudantes de cinema da PUC e vencedor dos júris populares do Festival do Rio e da Mostra de São Paulo.Com direção e roteiro de Matheus Souza o filme, uma comédia, conta a história de uma garota que resolve abandonar o namorado e fugir para um lugar desconhecido. Antes de partir, porém, ela resolve encontrá-lo, e eles têm apenas uma hora para fazer um balanço de suas vidas. No elenco, Érika Mader, Gregório Duviver, Nathalia Dill.



Estréia no ‘dia dos namorados’, 12 de junho,
com muitas promoções para solteiros, casados, separados,
namorados e quem mais quiser participar.

sábado, 6 de junho de 2009

...para que serve mesmo o jornalismo? e Perguntas e Respostas sobre a CPI da Petrobras

"Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício do meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação"



"É raro o jornalista que não derrapa com frequência na lei mais difícil de ser respeitada - a que o obriga a se manter neutro diante de qualquer situação.
...
Se não serve para esclarecer, alertar, forjar consciências e contribuir para a construção de um mundo menos injusto e desigual, para que serve mesmo o jornalismo?"


[imagem da capa e trechos do livro "O Que É Ser Jornalista", de Ricardo Noblat, editora Record, 2006, 3ª edição, páginas 38-41]


Blog da Petrobras http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Preciso não dormir

Apenas um olhar...
o primeiro.
Bastante pra tatuar o invisível.
Tesão.
O tempo não existe.
Dissimulo, faço piada...
provoco um sorriso só pra sentir sua boca
na minha direção.
A cada encontro sinto seu cheiro, voz,
o calor da sua pele...
abro as entranhas, me deixando invadir.
Quero você... tua língua tirando meu fôlego.
Quero a prisão das tuas pernas... um susurro...
provar do teu sexo.
Quero que você me queira.
Quero você flutuaando sobre mim.
Quero o suor do teu corpo...
e a madrugada infinita e indomável do cio.
Quero a revolta e a paz dos lençóis dos amantes.
Quero a brisa do dia que nasce alisando meu corpo e o teu.
E enxergar no teu rastro a tatuagem cúmplice de cores e gozos,
pra sempre cravada na minha e na tua lembrança.
Quero você, só hoje. Amanhã não quero você.
Quero você só hoje.
Amanhã não existe.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Conta outra... besteira é a gente que faz

tantos muros...
quem fica do lado de lá?

Manchetes online recentes
Criminosos assaltam comerciante no Centro
Comerciantes são presos suspeitos de contrabando
Polícia do Rio mata mais em bairros da Zona Norte, diz pesquisa do Ipea
Quatro PMs são presos suspeitos de envolvimento com grupos de milícia
(*)Casa de patifarias
Diante de uma ilegalidade o que se faz? ...
Cadê os milhões de reais pagos aos servidores do Senado por horas extras que eles não deram em janeiro último quando o Congresso estava em recesso? ... Também não foram devolvidos. Mas eis que a direção do Senado resolveu, ontem, o problema criado com o pagamento ilegal durante quatro anos do auxílio-moradia: validou-o...
Com todo o respeito: o Senado virou uma casa de patifarias. E CPI nenhuma será capaz de ocultá-las.
(do blog do Noblat)


Conta Outra
Nessa eu não caio mais
Já foi-se o tempo
Em que eu pensei
Que você era um bom rapaz
E corta essa
De querer me impressionar
Coisa boa é Deus quem dá
Besteira
É a gente que faz...
(Edu Tedeschi)


Somos todos criminosos em potencial (*)
Diferentemente do que supõe o senso comum, a criminalidade não é
um desvio praticado por uma minoria restrita, mas, ao contrário, um comportamentode largos extratos ou mesmo da maioria dos membros de uma sociedade.
A afirmação, ainda que chocante à primeira vista, poderá ser claramente
constatada por todos que se dispuserem a observar a sociedade, o noticiário e as atitudes, aparentemente corriqueiras, com mais isenção e acuidade.
O que ocorre, na verdade, é que o cidadão comum nunca se interessa
por conhecer o Código Penal de seu país, ignorando, portanto, o que a sua
sociedade considera como crimes. Apenas este movimento reservaria belas
surpresas. Depois, mas não menos importante, está o fato, também considerado como natural, de que ele não está no grupo criminalizável de seu país. E isto, encarado com tanta naturalidade, na verdade não o é fato que faz a maior diferença.
Mas esta é uma belíssima discussão, que a sociedade não quer enfrentar.
...
Como e por que a sociedade tolera alguns crimes e não outros?
A impressão corrente é de que o país não vê solução, quando, na verdade, ele não vê é o problema. Ou não quer ver.
É curioso, por exemplo, que, ainda que se reconheça serem as causas
da criminalidade inúmeras e complexas e que até mesmo o conceito de criminalidade seja discutível − variando conforme a época, o lugar e as forças dominantes em uma determinada conjuntura político-econômico-social – sempre que se anuncia uma política de combate ao crime e à criminalidade, dois equívocos chamam a atenção. Primeiro, são todas elas dirigidas a apenas um segmento social, o das classes mais baixas,...
...
O cotidiano que a mídia expressa não deixa dúvidas de que os crimes não são “privilégio” de uma parte “podre”, “defeituosa” ou “doente” da sociedade, mas sim um comportamento de amplos setores, presentes em todas as camadas da população. Sendo assim, quando se pede e se exige, muitas vezes em verdadeiras cruzadas morais, o endurecimento das penas, a construção de presídios inumanos, é bom que todos estejam atentos para o fato de que há artigos no Código Penal para todos, estando a diferença apenas nas formas de perseguição e condenação que os órgãos de controle social dispensam aos diferentes grupos sociais.
(*) trecho do prefácio de Somos todos criminosos em potencial/ Maria Léa Monteiro de Aguiar – Niterói : EdUFF,2007.

Violência, reportagens e afins.
Trabalho sobre violência, colégio Nova Era, Joinville/2007.Por Priscila Batisti.


sexta-feira, 22 de maio de 2009

FILOSOFIA E CINEMA


FILOSOFIA E CINEMA


Todos os sábados até 28 de fevereiro de 2010, Curso Filosofia e Cinema, no cinema da Caixa Cultural, no Centro do Rio. Após a projeção, sempre às 10h30, palestra com Alexandre (Tom) Costa (coordenação/produção) ou Patrick Pessoa (curador da mostra).


Mito e tragédia, Fascismo, O cinema nacional e a interpretação do Brasil, são alguns dos temas a serem abordados, a partir da exibição de clássicos da história do cinema universal. Entre os quais:

Rashomon Akira Kurosawa / Persona Ingmar Bergman / Stalker Andrei Tarkovsky / Blow-up Michelangelo Antonioni / Morte em Veneza Luchino Visconti / Oito e meio Federico Fellini / Cidade dos sonhos David Lynch / Asas do desejo Wim Wenders / Aurora F. W. Murnau / A janela indiscreta Alfred Hitchcock / Todas as mulheres do mundo Domingos de Oliveira / O último metrô François Truffaut / São Bernardo Leon Hirzsman / Deus e o diabo na terra do sol Glauber Rocha / Brás Cubas Julio Bressane / Macunaíma Joaquim Pedro de Andrade

Bom programa!

sábado, 16 de maio de 2009

Mundo Melhor

AKATU = MUNDO MELHOR
Tô nessa!



O desperdício de alimentos dá fome
“Consuma sem consumir o mundo em que você vive”.

Fonte: www.akatu.org.br – Instituto Arakatu, focado na mudança de comportamento do consumidor, com a finalidade de buscar a ampliação da consciência dos cidadãos no sentido de considerarem em seus atos de consumo os impactos sobre a economia, a sociedade e o meio ambiente.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Alma armada... qual a paz?


Moradores das favelas lutam para derrubar os muros

O prefeito do Rio pretende cercar 13 favelas da Zona Sul, a pretexto de defender o meio ambiente, impedindo que continuem a crescer. Mas a consulta popular feita pela Associação de Moradores da Rocinha no último sábado, 2, uma das comunidades escolhidas pelo prefeito Eduardo Paes, revelou que a população local não quer saber de muro, apesar de muitas informações desencontradas que circulam na mídia. Dos 1184 moradores que participaram do plebiscito realizado no último sábado, 1111 disseram “não” ao muro, contra apenas 56 “sim”, enquanto 6 anularam o voto.
O prefeito carioca desconfia do resultado, acusa “manipulação política”, conforme matéria divulgada em O Globo. O mais lógico seria desconfiar da forma como foi conduzida a pesquisa anterior, feita pelo Datafolha, indicando que os moradores da Rocinha estavam divididos e induzindo o leitor a acreditar que “os mais pobres eram favoráveis à construção do muro em torno da favela”. A pesquisa do Datafolha apontou “empate técnico”.
O presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Antônio Ferreira (Xaolin), lembra o significado simbólico dos muros idealizados pelo prefeito que parece sofrer de miopia, já que não consegue enxergar além do seleto grupo social de onde provem e para quem governa. Xaolin ensina:
“O muro tem um significado simbólico de separação. No caso da cidade, ele isola os mais pobres, vetando o acesso à floresta. Nós também temos o direito de acessar a mata e todo o resto da cidade livremente. O muro não impede novas construções. Ele dá força ao preconceito. Além disso, esse projeto foi imposto de cima para baixo e não houve diálogo nenhum”. (depoimento extraído do Correio da Cidadania).
Na mesma linha de raciocínio, o presidente da Federação das Favelas do Estado do Rio de Janeiro/Faferj, Rossino de Castro, pergunta, perplexo: "Querem transformar as comunidades em guetos?"
A atitude dos moradores da Rocinha e demais, que deverão participar do ato convocado pela Faferj, desconcerta o plano das elites. Em 1989, o mundo saudava a derrubada de um muro, o de Berlim. A luta de Nelson Mandela e tantos outros contra os muros do apartheid, na África do Sul, durou cinco décadas, até que o regime de segregação racial fosse derrubado oficialmente, em 1993.
Mas a humanidade não caminha em linha reta. Vive em permanente queda de braço. O capitalismo neoliberal reforçou novamente as muralhas, reinventando justificativas para encobrir a velha luta de classes. Ariel Sharon levantou, em 2000, o Muro da Cisjordânia que, mesmo sentenciado pelo Tribunal de Justiça de Haia (2004), continua de pé, mantendo os palestinos isolados como num campo de concentração. Com oito metros de altura, é duas vezes mais alto que o Muro de Berlim e quinze vezes mais longo
Os muros que separam os Estados Unidos do México começaram a ser construídos em 1994, com George Bush, o pai. Apesar das polêmicas que a obra gerou, em 2006, o Congresso estadunidense aprova a construção de novos muros “de segurança”, que impressionam pela tecnologia agregada: barreiras de contenção, iluminação de altíssima intensidade, detectores antipessoais de movimentos, sensores eletrônicos, rádios, policiamento ostensivo, helicópteros com armamentos separam as fronteiras de San Diego-Tijuana, Arizona, Novo México, Texas...
E o que dizer do Muro de Marrocos, símbolo da ocupação marroquina no Saara Ocidental? E dos arames farpados que “protegem” da imigração as cidades espanholas de Ceuta e Melilla?
Qual é a diferença entre esses muros da vergonha e os muros do Eduardo Paes?
(Indico a leitura do seguinte texto publicado no Globo Online: A guerra civil brasileira antevista pelo poeta -http://www.oglobo.com.br//pais/noblat/post.asp?cod_post=49276)
A retórica, talvez. Mas, essencialmente, a diferença é nenhuma. Conter o crescimento de favelas com muros, atribuir aos pobres a responsabilidade pela destruição das matas que restam (a maior parte já foi destruída por séculos de dominação branca); culpar, punir quem fica de fora das políticas públicas, é fazer uma aposta na guerra. É desafiar os povos segredados que, como reação natural, tenderão a ocupar mais.
Sr. Prefeito, fica um apelo: que tal fazer diferente? Ouvir o que as comunidades têm a dizer e tentar governar para todos os cariocas? Nesse debate, a posição mais sensata, mais inteligente, mais civilizada é a dos moradores das favelas que só querem ser ouvidos, respeitados, integrados à cidade.
No caso da Rocinha, os moradores sugerem, como alternativa ao muro, um anel viário que começaria no Morro Dois Irmãos, cercando a comunidade pela mata, já apelidadas de ‘ecotrilhas’. A idéia construir uma trilha pavimentada que serviria como área de esporte e lazer para quem vive na Rocinha, na Gávea, em São Conrado. O controle seria feito pelo poder público, por meio da guarda municipal comunitária e da guarda florestal.
A favela quer negociar. Mas para ser ouvida, tem que demonstrar força. Fica o chamado: Santa Marta, Rocinha, Pedra Branca, Chácara do Céu, Parque da Cidade, Benjamin Constant, Morro dos Cabritos, Ladeira dos Tabajaras, Morro da Babilônia, Chapéu Mangueira, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho, Vidigal, Providência e tantas outras e todos os humanistas, sejam de que partido for. Amanhã, quarta-feira, 6 de maio, às 15 horas, compareçam ao ato em frente à Federação das Favelas do Rio de Janeiro, na Praça da República, 24, no centro, Rio de Janeiro.
Abaixo a política dos muros e dos campos de concentração! Que tal inverter o discurso dominante e começar a cobrar uma política séria de habitação popular. Será que o projeto anunciado pelo presidente Lula vai mesmo sair do papel ou ficará restrito às boas intenções? Urge que sociedade se mobilize para derrubar os muros da segregação e do preconceito.

http://www.apn.org.br/
Por Fátima Lacerda
(Agência Petroleira de Notícias)

Uma discussão sobre questões étnicas
que vale a pena ter
http://port.pravda.ru/mundo/22139-2/

sábado, 25 de abril de 2009

eu só quero é ser feliz


Vendo e ouvindo esses três personagens que reviraram corações e mentes e alimentaram as manchetes no primeiro quadrante de 2009, acho que eles têm alguma coisa em comum.

Pelo que Pensam, Dizem e Fazem.






Adriano, o Imperador. Barack Obama. Susan Boyle

Pra me fazer entender, primeiro, o link do título, eu só quero é ser feliz... rap de Julinho Rasta e Kátia, mostra o ponto do bordado .

Agora, vou recorrer às falas do poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973):

1º - (respondendo a uma entrevista)
Qual é a coisa mais importante do mundo?
Tratar de que o mundo seja digno para todas as vidas humanas, não só para algumas.
2º - (trechos do poema ‘É Proibido”)
...
Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos
...
Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,
Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade
Não viver sua vida com uma atitude positiva
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

3º - alguns trechos (versão original) da obra póstuma do poeta, de menor repercussão, El libro de las preguntas:
Dónde está el niño que yo fui,
sigue adentro de mí o se fue?

cuando mi infancia se murió?
...

E mais (traduzido):

É verdade que as esperanças
Deve ser regada com orvalho?...
Ontem, ontem eu disse a meus olhos
quando é que vamos nos ver?...
Quando termina o arco-íris,
ou em sua alma no horizonte? ...
Onde está a criança que eu era,
ainda dentro de mim ou se foi?...
O que pesa mais na cintura,
a dor ou as memórias? ...
Quais aves ditam a ordem
do bando quando você voa?...
Quem é que pode convencer o mar
a ser razoável?

Quanto a, agora mundialmente famosa, Susan Boyle, aí vai a o link para o vídeo da sua apresentação no Britain's Got Talent. Vale pensar o que quiser. Só não dá pra negar que, segundo afirmam Dudu Silveira e Tereza Uzeda, "é uma lição valorosa na luta contra o preconceito: as aparências enganam". http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo

Pra encerrar, nunca é demais ver e ouvir o negro Obama
(http://www.youtube.com/watch?v=uMO5r6H8lHM)

"YES WE CAN!"
SIM, NÓS PODEMOS!...

...
para justiça e igualdade

YES WE CAN!…
SIM, NÓS PODEMOS!...


para oportunidade e prosperidade.

Sim, Nós podemos curar esta nação.
Sim, Nós podemos consertar este mundo.
Sim, Nós podemos. Sim, Nós podemos...

...
nada pode resistir ao poder de milhões de vozes clamando por mudança.
...
[NÓS QUEREMOS MUDAR… Eu quero mudar…]
...

"YES WE CAN!"
e juntos, nós começaremos um novo grande capítulo na história da América com três palavras que faremos soar de costa a costa, de mar a mar brilhante Sim. Nós. Podemos!
- Yes. We. Can!


Créditos das Fotos:
Adriano - ego.globo.com
Susan Boyle -
www.retrovinil.com.br
Barack Obama - www.culturalivre.org.br

sexta-feira, 27 de março de 2009

alfarrábios


(fim da Quaresma, abrindo gavetas)


Dunas


Areia fina na dança do vento
Vôo sem rumo,

sem asas,
sem canto.

Calor que não queima,
chuva que não molha.
Infinito sem eco.
Imagens na retina.


Miragem.
Solidão.
O gosto do beijo,

o toque da pele,
desejo contido...
ilusão.
Silêncio.
*****************************************************
Que casa é essa?
Não tem porta, nem janela...
Por onde entra esse frio?
Parece que vai cair.
Aqui eu não posso ficar.

Do que essa casa foi feita?
Onde é que ela se finca?
Embaixo só tem areia?
Areia que o vento leva.
O vento balança a casa,
a casa que eu tanto quis.
É essa?

A casa precisa de ar.
Não tem porta, nem janela.
Por onde o ar vai passar?
O chão, o calor, esse teto...
A casa que eu tanto quis.
Areia que o vento leva.

O homem da minha vida...
O fruto do meu amor
O homem, o filho, o amor...
O filho que eu amo tanto...

A casa que eu ainda quero.
A porta aberta, a janela...
Dessa eu não vou desistir.
Pisar num chão que não cede,
erguer de novo.
Outra casa.

Parede, porta, janela...
o amor
que eu ainda quero.
Fincar tijolo, pilastra...
de novo, recomeçar.
Tentar ser mais forte que o vento,
e em vez de eco ou lamento,
reconstruir nova casa.
Do homem, do filho, de mim

Quem, sabe a gente descobre
um jeito de ser feliz.





domingo, 8 de março de 2009

MULHERES


MULHERES


Somos mil em uma noite
Sedutoras em devaneio
Somos muito misturadas
Semeadoras de mutantes...
Somos tantas nessa aldeia
Temos teses, doutorado
Infiltrados, escondidos
Em masmorras encantadas...
Somos feias, baixas, gordas
Muitas deusas empoadas
Temos medos, mil desejos
Somos vida anunciada...
Somos plenas divisões
Feridas cunhada em rasgos
Somos anjos e demônios
Em noites de sobressaltos...
Somos filhas, mães, avós
Primas em todos os graus
Somos amigas, conselheiras
Tias desajeitadas...


Somos!


(Mulheres - do livro De Dentro Prá Fora, de Joyce Cavalcante)

sexta-feira, 6 de março de 2009

MULHERES QUE EU AMO

8 de Março
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher e uma homenagem a um episodio tragico que aconteceu nos Estados Unidos. Em 1857, mulheres de uma fabrica de tecidos em Nova Iorque se rebelaram contra suas condicoes de trabalho. Foi a primeira vez que as mulheres se uniram para reivindicar melhorias.
Mas a rebeliao foi contida de forma violenta, culminando com a morte de 129 tecelas, que morreram carbonizadas dentro da fabrica. Em 1910 surgiu a ideia de se criar uma data para homenagear essas operarias e marcar um dia de luta feminina. Em 1975 a Assembleia Geral das Organizacoes das Nacoes Unidas (ONU) decretou o dia 8 de marco como Dia Internacional da Mulher.


No Brasil, o direito ao voto so e reconhecido na Constituicao de 1934. A primeira governadora eeleita 60 anos depois. De acordo com dados da Fundação Carlos Chagas, no periodo de 1981 a 1998, o crescimento das mulheres economicamente ativas no país foi de 111%, enquanto que o dos homens foi de 40%.
Hoje, a parcela feminina representa 41% da população economicamente ativa, com 30 milhoes de mulheres no mercado de trabalho. No setor educacional, a ascensão da mulher revela-se na presença de 57% em estudantes do 2° grau e ensino superior.
De acordo com a ONU, 25% das brasileiras sao vitimas constantes de violencia no lar. Em apenas 2% dos casos, o agressor e punido e, em cerca de 70%, esse agressor e o marido ou companheiro.
Segundo o Ministerio da Previdencia Social, existem atualmente 9 milhoes de donas-de-casa no Brasil. Ate mesmo as cerca de 40 milhoes de mulheres que ocupam postos no mercado de trabalho, formal ou informal, acabam desempenhando atividades domesticas. Ou seja, no mundo contemporaneo ainda cabe, ao sexo feminino, a tarefa de cuidar do lar e da familia.




Domingo é Dia de Cinema



Domingo é Dia de Cinema
retorna dia 15, às 9h, no Cine Odeon,
com Anjos do Sol



O filme Anjos do Sol, escrito e dirigido por Rudi Lagemann, retoma o projeto Domingo é Dia de Cinema, no próximo dia 15 de março,
às 9 horas, no Cine Odeon, na Cinelândia/RJ.
A escolha, relacionada à temática do Dia Internacional da Mulher,
não poderia ser mais certeira. Anjos do Sol é um longa-metragem de ficção que resultou de uma pesquisa de nove anos sobre a prostituição infantil no Brasil.

Não existe uma situação tão incômoda, tão ignóbil, tão vergonhosa - quando a abordagem é a situação da mulher no país, por mais que existam outras preocupações e urgências - do que a triste realidade da prostituição infantil. Aliás, uma situação que, para além da questão feminina, põe em foco a também delicada questão da infância e da juventude.
Estima-se que cem mil crianças e adolescentes são explorados sexualmente no Brasil.

De acordo com a sinopse distribuída pelos organizadores,
“o filme narra a trajetória de Maria, uma menina de 12 anos, vendida pelos pais, que é obrigada a se prostituir e a percorrer grande parte do país. A sua travessia revela, em meio a inusitados e emocionantes acontecimentos, as engrenagens do universo da prostituição infantil no Brasil.

A protagonista, Fernanda Carvalho, na época com apenas 10 anos de idade, foi escolhida entre 700 candidatas, vindas de diversas partes do país.
Fernanda é moradora de São Gonçalo, cidade vizinha ao Rio de Janeiro, faz teatro no colégio e esta é sua estréia no cinema.

Foram selecionadas ainda outras 13 meninas para o elenco coadjuvante, destacando-se entre elas, Mary Sheyla (do grupo Nós do Morro) e Bianca Comparato.
Os protagonistas adultos são Antônio Calloni, Chico Diaz, Darlene Glória, Otávio Augusto e Vera Holtz”.

O projeto é voltado para alunos dos pré-vestibulares comunitários e
os filmes cuidadosamente selecionados, sempre seguidos de debates, visando contribuir para a compreensão e transformação da realidade social que nos cerca.
As exibições e debates servem como importante atividade cultural para os alunos, auxiliando no processo educativo, de socialização, resgate da auto-estima e valorização da cidadania.

No domingo, 15, após a sessão, Eleutéria Amora, presidente da Casa da Mulher Trabalhadora (Camtra) e Gabriela Leite, fundadora da ONG Davida e coordenadora nacional da Rede Brasileira de Prostitutas, abordam o tema "Amélia que era a mulher de verdade ou a liberdade da mulher é condição fundamental para a libertação de toda a humanidade?”

A atividade é promovida pela Oficina Cine-escola do Grupo Estação, Núcleo Piratininga de Comunicação e Pré-vestibulares Comunitários, com o apoio da Justiça Global e da Campanha contra o Caveirão.
Desde o ano passado, conta com o patrocínio da Petrobrás para o material didático.


Premiações:
-6 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Antônio Calloni), Melhor Ator Coadjuvante (Otávio Augusto), Melhor Atriz Coadjuvante (Mary Sheila), Melhor Roteiro e Melhor Edição.

-Prêmio ACIE de Cinema de Melhor Ator (Antônio Calloni), com indicações, também, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Fernanda Carvalho) e Melhor Roteiro.

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO ?


FESTA – NUTH – LAGOA !


Homem: R$100,00 / Mulher: 50,00

Visite o site oficial clicando no título e

BOA FESTA!!!



Pelas informações: Ana Luiza Fonseca

Espaço/Z

Tel. (21) 2484 4515

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março !!!!!!!!!! Zé Katimba no Candongueiro


Neste domingo, dia 8 - Dia Internacional da Mulher -, tem lançamento do livro 'Zé Katimba - Que grande destino reservaram pra você', na feijoada do Candongueiro.

Roda de samba com Zé Katimba, Wilson Moreira, Inácio Rios, a turma boa da casa e uma surpresa do mundo do samba.

O livro custa 25 pratas. A casa abre às 14h.

Agende aí! O Candongueiro fica na Estrada Velha de Maricá, perto do trevo de Maria Paula, na Grande Pendotiba.


(Informação enviada pelo jornalista Fernando Paulino, membro do Conselho Municipal de Cultura de Niterói e autor do livro, em lançamento, “Zé Katimba – Que grande destino reservaram pra você)

terça-feira, 3 de março de 2009

Lua Adversa

Lua Adversa
(CECÍLIA MEIRELES
)
TENHO FASES, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

domingo, 1 de março de 2009

Rio de Janeiro – Imagens do Carnaval 2009


Foliei pouco, ou nada, comparado à alegria e relatos dos recém iniciados e veteranos, a filha e os amigos, que cumpriram todos ou boa parte dos rituais profanos que sagram e consagram o fim e o início do ano, novo de cada dia.

Hoje já é domingo. Acabou a festa. A notícia que me chega mais recente e interessante, até agora, é a que veio lá das bandas do Leblon. Sábado de sol e praia lotada. Fora d’água, um mar de gente, sambando, brincando e cantando buarquianas, ao som das ‘batuqueiras’ do “Bloco As Mulheres de Chico”.

Aliás, o Carnaval de 2009 do Rio de Janeiro foi

O carnaval dos blocos’.

Gente fantasiada, pintada, mascarada, no colo, no ombro, nos carrinhos de bebê, dos 5 aos ‘enta’, energia de sobra...
Índios, anjos, borboletas, colombinas, oncinhas, pierrots, bailarinas... quanto riso, oh! quanta alegria...
Que o diga o casal folião aí ao lado (Dora e um cara muito parecido com o Zé Sérgio* fantasiado de membro da ala terrorista do Islã português). Pra saber se é mesmo o Zé, a sugestão é visitar o blog "http://quemevivo.blogspot.com/" e ler o post de 16 de fevereiro "EU E O ZÉ, O ZÉ E EU" (aproveita e lê o blog na íntegra / dá pra pra rir e aprender um bocado)

Sem passarela ou arquibancada, uns com camiseta, outros sem... A garotada de 10, 15, até perto dos 25, finalmente descobriu o que é carnaval!
Até bloco do ‘Rei’ inventaram (Exalta Rei, na Urca), e as canções num momento lindo, com direito a emoções, choro e a presença do
próprio Roberto, bem ali, feito amigo de fé, irmão camarada.

Multidão invadiu a Avenida Rio Branco durante a passagem do bloco (Foto: Cláudia Loureiro/G1)
Do Leme ao Pontal, de Pilares a Ipanema, São Gonçalo a Niterói, da Lapa a Jacarepaguá, do Humaitá a Madureira, da Tijuca ao Engenho de Dentro, do Méier a Paquetá... dos 90 anos do Bola Preta, passando pelos 25 do Simpatia, 53 do Bafo da Onça, 11 do Segundo Clichê, Banda do Ingá, Dominó, Banda de Santa Rosa, Agoniza Mas Não Morre (o cordão do’s candongueiro’s), Gargalhada, Nem Muda Nem Sai de Cima aos mais novos, alguns estreantes, Chica Chica Boom Chic, Virtual, Arco-Íris, Os Vizinhos, Pisa na Frigideira, Cordão do Boitatá, Pacotão do Beco,Zumbi de Pilares, Carmelitas, Gigantes da Lyra... BeijaMim no Escuro, o primeiro Bloco carnavalesco no mundo guiado por cegos... Zumbi de Pilares, Carmelitas, Gigantes da Lyra... BeijaMim no Escuro, o primeiro Bloco carnavalesco no mundo guiado por cegos...


O ônibus '171 me engana que eu voto' circulou
entre os foliões na Praça XV, no Bloco Boitatá
(Foto: Cláudia Loureiro/G1)

Nunca se viu tanto bloco, quanta criatividade!!! E sambas de embalo e marchinhas de carnaval, as mais antigas que atravessaram gerações e as criadas recentemente, na garganta do povo, que resolveu reassumir e se apropriar de uma festa, que é e sempre foi, absolutamente sua, um chão que nos pertence, das ruas e das praças – ‘a praça Castro Alves é do povo... e o céu é do avião’, parafraseando Caetano – (pode! porque o Rio tem rua e viaduto com o nome de Castro Alves).

Foram quase 200 blocos e uma multidão de mais de 200 mil foliões (mais do o público estimado do sambódromo, nos desfiles das principais escolas de samba, domingo e segunda-feira) atravessou o Rio de norte a sul, leste a oeste, num arrastão do bem, na onda multicolorida do bom humor, da alegria, dos encontros e reencontros. Um rito de liberdade.

Segundo o jornal O Povo, a Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro) e a prefeitura do Rio de Janeiro vão se reunir para avaliar a participação dos blocos no carnaval deste ano. O objetivo é saber o que pode ser melhorado para o a festa de 2010.

Tomara que tenham na lembrança o Gil e o Jackson do Pandeiro
e não venham com uma dança diferente -
(Convidei a comadre Sebastiana / Pra cantar e xaxar na Paraíba / Ela veio com uma dança diferente / E pulava que só uma guariba / E gritava A, E, I, O, U, ipslone / Já cansada no meio da brincadeira / E dançando fora do compasso / Segurei Sebastiana pelo braço / E gritei não faça sujeira...).



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(*) José Sergio Rocha, jornalista - Trinta anos de imprensa com passagens pelo Globo, Jornal do Brasil, Diário de Notícias, EFE, Latin-Reuters, O País, Petrobras e Petros. Foi supervisor de texto do Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro, do CPDOC (FGV). Escritor, autor da biografia "Roberto Silveira, a Pedra e o Fogo" (Casa Jorge Editorial, 2003) e de "Petros, 30 anos de história" (Mauad, 2002), além de dezenas de trabalhos como ghost writer

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

OSCAR 2009



Os grandes vencedores do Oscar 2009

“Quem Quer Ser Um Milionário?” foi o grande vencedor da festa internacional do cinema com o Oscar de Melhor Filme, além de faturar os principais prêmios da noite como Melhor Diretor (Danny Boyle), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Mixagem de Som.

Sean Penn recebe o segundo Oscar de sua carreira – Melhor Ator – pela atuação em “Milk - A Voz da Igualdade” , filme também premiado como Melhor Roteiro Original.
O filme foi, ainda, indicado em mais seis categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Ator Coadjuvante, Trilha Musical, Melhor Edição e Melhor Figurino.

Kate Winslet, (mundialmente conhecida pelo filme Titanic) ganhou o prêmio de Melhor Atriz, por “O Leitor” , direção de Stephen Daldry.



Penélope Cruz inaugurou a noite de premiações como Melhor Atriz Coadjuvante por sua interpretação em “Vicky Cristina Barcelona”.




Mais detalhes sobre a cerimônia, os filmes indicados e todas as premiações é só acessar os sites: www.cineplayers.com ou http://spoilermovies.com




Também dá pra assistir aos trailers dos principais concorrentes aí na barra lateral, em bemoscar2009.