sábado, 13 de junho de 2009

Só de sacanagem - Elisa Lucinda

Blog da Petrobras - CELACANTO PROVOCA MAREMOTO

Blog da Petrobras
O furor causado pela iniciativa da Petrobras de criar um blog, seu conteúdo e objetivos, nos traz uma excelente oportunidade de reflexão sobre o papel da imprensa, o exercício de ser jornalista, o impacto e as conseqüências que novas formas e usos da tecnologia estão trazendo, em especial, ao universo da informação e da comunicação.

Estamos num tempo de renovação de paradigmas, não necessariamente de valores, mas o que parece propor 'passar do discurso à prática' do desejo unânime da 'tal' liberdade de expressão.
Aos ‘coleguinhas' fico com Sócrates:
“...em vez de tampar a boca dos outros, preparar-se para ser o melhor possível."

Celacanto provoca maremoto
Uma das primeiras e enigmáticas pichações, onipresente nos muros da cidade do Rio de Janeiro, no final dos anos 70, copiada nos muros de outras muitas cidades do país, CELACANTO PROVOCA MAREMOTO, depois de algum tempo acabou sendo desvendada. Era criação de um menino, com apenas 17 anos na época, o jornalista carioca Carlos Alberto Teixeira. A inspiração, um dos episódios do seriado japonês National Kid, sucesso da televisão brasileira na década de 60, intitulado Contra os Seres Abissais.
"Não se aventurem nas profundezas dos oceanos. O celacanto quando se enfurece emite grandes ondas de ódio".
Tem gente que traduz melhor o significado dos fatos.
(extraído do artigo Conselho federal da meia dúzia de famílias donas do jornalismo no Brasil, assinado pela jornalista Marilene Felinto, da Caros Amigos, publicado no site www.piratininga.org.br em outubro de 2004)

"A imprensa escrita e audiovisual é dominada por um jornalismo reverente", como bem diz Serge Halimi, "por grupos industriais e financeiros, por um pensamento de mercado, por redes de conivência.
Um pequeno grupo de jornalistas, onipresentes, impõe a sua definição de informação-mercadoria a uma profissão cada vez mais fragilizada pelo medo do desemprego. Eles servem aos interesses dos donos do mundo.
São os novos cães de guarda" (Serge Halimi, Les Nouveaux Chiens de Garde).
Pois eu me orgulho de ter caído fora do establishment da imprensa paulista por me recusar a escrever o que o patrão manda. Não fui demitida da Folha de S. Paulo (como ainda me perguntam alguns leitores): pedi demissão.
Saí no momento exato em que vieram impor o que eu deveria ou não deveria escrever. Não escrevo o que o patrão manda. Não nasci para marionete.
A censura existe, sim. Não é igual à censura das ditaduras, funciona de outra maneira. "Como se oculta hoje a informação?", pergunta Ramonet. "Através de um aumento de informações: a informação é dissimulada ou truncada porque há demasiada para consumir.
E não chegamos mesmo a aperceber-nos da que falta." Além disso: a censura da redação de jornal "consiste em suprimir, em amputar, em proibir um certo número de aspectos dos fatos, ou até a totalidade dos fatos, a ocultá-los, a escondê-los".
A tudo isso, diz ele, vem juntar-se aquela prática muito difundida nos meios midiáticos que consiste, para qualquer jornalista que pretenda fazer normalmente carreira no meio, não criticar as práticas criticáveis dos seus confrades. "Os midia, para venderem, têm de dar uma boa imagem de si mesmos e têm, pelo menos, de fazer acreditar na sua própria integridade e imparcialidade."
Na "nova ordem mundial" em voga, a informação é impulsionada e guiada pelo mercado e se caracteriza, como lembra Roberto Sávio, por uma crescente concentração, tanto dos meios de comunicação quanto das empresas de telecomunicações, e pela homogeneização dos conteúdos, o que desemboca no nefasto fenômeno do "pensamento único".
Exemplo: os dois maiores jornais diários de São Paulo, Folha e Estado, cobrem de forma idêntica o governo Lula: minimizam os sucessos (política externa, geração de empregos, equilíbrio da economia, investimentos na área social etc.) e optam pela desmoralização pura e simples. Não são jornais críticos (e crítica sempre há a ser feita), são jornais difamadores, que apostam na derrocada de um governo só porque não se trata de um governo da laia deles.
O negócio dos dois jornais é regurgitar na deformação preconceituosa, na desinformação, na mensagem negativa que enquadre os sem-nada, os sem-terra, os Lula da vida (nordestino, pobre, sem diploma universitário) e convença a sociedade de que eles nada valem. As maiores revistas (Veja, Época, IstoÉ) seguem na cola desse pensamento único. São todas iguais na estupidez. Uma vergonha. Não há mais o que ler. Essa história de jornalismo independente no Brasil de hoje é uma fraude espetacular.
"Questionamo-nos sobre o futuro dos jornalistas. Eles estão em vias de extinção", diz Ignacio Ramonet. "O sistema já não os quer. Podia funcionar sem eles. Ou digamos, antes, que aceita funcionar com eles, mas atribuindo-lhes um papel menos decisivo: o de operários numa produção em cadeia (...). Dito de outra maneira, rebaixando-os para a categoria de retocadores de despachos de agência. A qualidade do trabalho dos jornalistas está em vias de regressão e, com a precarização galopante da profissão, acontece o mesmo com o seu estatuto social."
Marilene Felinto é escritora e jornalista. (contato: marilenefelinto@carosamigos.com.br)

Vale a pena ler também:

Nova descoberta da Petrobrás abala mídia, artigo de Marcelo Salles no portal da revista CarosAmigos
http://carosamigos.terra.com.br
e,

terça-feira, 9 de junho de 2009

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Palpite Infeliz ou This is where the PIG tail twists


Palpite Infeliz
Noel Rosa
Composição: Noel Rosa / Araci de Almeida
Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!
Salve Estácio, Salgueiro, Mangueira,Oswaldo Cruz e Matriz
Que sempre souberam muito bem
Que a Vila Não quer abafar ninguém,
Só quer mostrar que faz samba também
Fazer poema lá na Vila é um brinquedo
Ao som do samba dança até o arvoredo
Eu já chamei você pra ver
Você não viu porque não quis
Quem é você que não sabe o que diz?
A Vila é uma cidade independente
Que tira samba mas não quer tirar patente
Pra que ligar a quem não sabe
Aonde tem o seu nariz?
Quem é você que não sabe o que diz?




Dia dos Namorados no Cinema


"A Festa da Menina Morta"
estréia dia 12 de junho

A história de Santinho, um jovem rapaz que ganhou status de líder espiritual e santo na remota comunidade em que vive, numa comunidade ribeirinha do Alto Amazonas, ao realizar um "milagre" depois do suicídio de sua mãe.


Com Daniel de Oliveira, Jackson Antunes, Dira Paes e Cássia Kiss no elenco, o filme foi selecionado e exibido no dia da abertura do Festival de Cannes de 2008.




Primeiro longa sob a direção de Nachtergaele, premiado com seis”kikitos” no Festival de Gramado, e mais dois troféus Redentor - Melhor Direção e Melhor Ator (Daniel de Oliveira) no Festival do Rio. No Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles ganhou os prêmios nas categorias de Melhor Fotografia e Melhor Roteiro.
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"Apenas o fim" é o longa produzido por estudantes de cinema da PUC e vencedor dos júris populares do Festival do Rio e da Mostra de São Paulo.Com direção e roteiro de Matheus Souza o filme, uma comédia, conta a história de uma garota que resolve abandonar o namorado e fugir para um lugar desconhecido. Antes de partir, porém, ela resolve encontrá-lo, e eles têm apenas uma hora para fazer um balanço de suas vidas. No elenco, Érika Mader, Gregório Duviver, Nathalia Dill.



Estréia no ‘dia dos namorados’, 12 de junho,
com muitas promoções para solteiros, casados, separados,
namorados e quem mais quiser participar.