sexta-feira, 6 de março de 2009

MULHERES QUE EU AMO

8 de Março
DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher e uma homenagem a um episodio tragico que aconteceu nos Estados Unidos. Em 1857, mulheres de uma fabrica de tecidos em Nova Iorque se rebelaram contra suas condicoes de trabalho. Foi a primeira vez que as mulheres se uniram para reivindicar melhorias.
Mas a rebeliao foi contida de forma violenta, culminando com a morte de 129 tecelas, que morreram carbonizadas dentro da fabrica. Em 1910 surgiu a ideia de se criar uma data para homenagear essas operarias e marcar um dia de luta feminina. Em 1975 a Assembleia Geral das Organizacoes das Nacoes Unidas (ONU) decretou o dia 8 de marco como Dia Internacional da Mulher.


No Brasil, o direito ao voto so e reconhecido na Constituicao de 1934. A primeira governadora eeleita 60 anos depois. De acordo com dados da Fundação Carlos Chagas, no periodo de 1981 a 1998, o crescimento das mulheres economicamente ativas no país foi de 111%, enquanto que o dos homens foi de 40%.
Hoje, a parcela feminina representa 41% da população economicamente ativa, com 30 milhoes de mulheres no mercado de trabalho. No setor educacional, a ascensão da mulher revela-se na presença de 57% em estudantes do 2° grau e ensino superior.
De acordo com a ONU, 25% das brasileiras sao vitimas constantes de violencia no lar. Em apenas 2% dos casos, o agressor e punido e, em cerca de 70%, esse agressor e o marido ou companheiro.
Segundo o Ministerio da Previdencia Social, existem atualmente 9 milhoes de donas-de-casa no Brasil. Ate mesmo as cerca de 40 milhoes de mulheres que ocupam postos no mercado de trabalho, formal ou informal, acabam desempenhando atividades domesticas. Ou seja, no mundo contemporaneo ainda cabe, ao sexo feminino, a tarefa de cuidar do lar e da familia.




Domingo é Dia de Cinema



Domingo é Dia de Cinema
retorna dia 15, às 9h, no Cine Odeon,
com Anjos do Sol



O filme Anjos do Sol, escrito e dirigido por Rudi Lagemann, retoma o projeto Domingo é Dia de Cinema, no próximo dia 15 de março,
às 9 horas, no Cine Odeon, na Cinelândia/RJ.
A escolha, relacionada à temática do Dia Internacional da Mulher,
não poderia ser mais certeira. Anjos do Sol é um longa-metragem de ficção que resultou de uma pesquisa de nove anos sobre a prostituição infantil no Brasil.

Não existe uma situação tão incômoda, tão ignóbil, tão vergonhosa - quando a abordagem é a situação da mulher no país, por mais que existam outras preocupações e urgências - do que a triste realidade da prostituição infantil. Aliás, uma situação que, para além da questão feminina, põe em foco a também delicada questão da infância e da juventude.
Estima-se que cem mil crianças e adolescentes são explorados sexualmente no Brasil.

De acordo com a sinopse distribuída pelos organizadores,
“o filme narra a trajetória de Maria, uma menina de 12 anos, vendida pelos pais, que é obrigada a se prostituir e a percorrer grande parte do país. A sua travessia revela, em meio a inusitados e emocionantes acontecimentos, as engrenagens do universo da prostituição infantil no Brasil.

A protagonista, Fernanda Carvalho, na época com apenas 10 anos de idade, foi escolhida entre 700 candidatas, vindas de diversas partes do país.
Fernanda é moradora de São Gonçalo, cidade vizinha ao Rio de Janeiro, faz teatro no colégio e esta é sua estréia no cinema.

Foram selecionadas ainda outras 13 meninas para o elenco coadjuvante, destacando-se entre elas, Mary Sheyla (do grupo Nós do Morro) e Bianca Comparato.
Os protagonistas adultos são Antônio Calloni, Chico Diaz, Darlene Glória, Otávio Augusto e Vera Holtz”.

O projeto é voltado para alunos dos pré-vestibulares comunitários e
os filmes cuidadosamente selecionados, sempre seguidos de debates, visando contribuir para a compreensão e transformação da realidade social que nos cerca.
As exibições e debates servem como importante atividade cultural para os alunos, auxiliando no processo educativo, de socialização, resgate da auto-estima e valorização da cidadania.

No domingo, 15, após a sessão, Eleutéria Amora, presidente da Casa da Mulher Trabalhadora (Camtra) e Gabriela Leite, fundadora da ONG Davida e coordenadora nacional da Rede Brasileira de Prostitutas, abordam o tema "Amélia que era a mulher de verdade ou a liberdade da mulher é condição fundamental para a libertação de toda a humanidade?”

A atividade é promovida pela Oficina Cine-escola do Grupo Estação, Núcleo Piratininga de Comunicação e Pré-vestibulares Comunitários, com o apoio da Justiça Global e da Campanha contra o Caveirão.
Desde o ano passado, conta com o patrocínio da Petrobrás para o material didático.


Premiações:
-6 Kikitos de Ouro no Festival de Gramado, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator (Antônio Calloni), Melhor Ator Coadjuvante (Otávio Augusto), Melhor Atriz Coadjuvante (Mary Sheila), Melhor Roteiro e Melhor Edição.

-Prêmio ACIE de Cinema de Melhor Ator (Antônio Calloni), com indicações, também, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Atriz (Fernanda Carvalho) e Melhor Roteiro.

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO ?


FESTA – NUTH – LAGOA !


Homem: R$100,00 / Mulher: 50,00

Visite o site oficial clicando no título e

BOA FESTA!!!



Pelas informações: Ana Luiza Fonseca

Espaço/Z

Tel. (21) 2484 4515

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher - 8 de Março !!!!!!!!!! Zé Katimba no Candongueiro


Neste domingo, dia 8 - Dia Internacional da Mulher -, tem lançamento do livro 'Zé Katimba - Que grande destino reservaram pra você', na feijoada do Candongueiro.

Roda de samba com Zé Katimba, Wilson Moreira, Inácio Rios, a turma boa da casa e uma surpresa do mundo do samba.

O livro custa 25 pratas. A casa abre às 14h.

Agende aí! O Candongueiro fica na Estrada Velha de Maricá, perto do trevo de Maria Paula, na Grande Pendotiba.


(Informação enviada pelo jornalista Fernando Paulino, membro do Conselho Municipal de Cultura de Niterói e autor do livro, em lançamento, “Zé Katimba – Que grande destino reservaram pra você)

terça-feira, 3 de março de 2009

Lua Adversa

Lua Adversa
(CECÍLIA MEIRELES
)
TENHO FASES, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

domingo, 1 de março de 2009

Rio de Janeiro – Imagens do Carnaval 2009


Foliei pouco, ou nada, comparado à alegria e relatos dos recém iniciados e veteranos, a filha e os amigos, que cumpriram todos ou boa parte dos rituais profanos que sagram e consagram o fim e o início do ano, novo de cada dia.

Hoje já é domingo. Acabou a festa. A notícia que me chega mais recente e interessante, até agora, é a que veio lá das bandas do Leblon. Sábado de sol e praia lotada. Fora d’água, um mar de gente, sambando, brincando e cantando buarquianas, ao som das ‘batuqueiras’ do “Bloco As Mulheres de Chico”.

Aliás, o Carnaval de 2009 do Rio de Janeiro foi

O carnaval dos blocos’.

Gente fantasiada, pintada, mascarada, no colo, no ombro, nos carrinhos de bebê, dos 5 aos ‘enta’, energia de sobra...
Índios, anjos, borboletas, colombinas, oncinhas, pierrots, bailarinas... quanto riso, oh! quanta alegria...
Que o diga o casal folião aí ao lado (Dora e um cara muito parecido com o Zé Sérgio* fantasiado de membro da ala terrorista do Islã português). Pra saber se é mesmo o Zé, a sugestão é visitar o blog "http://quemevivo.blogspot.com/" e ler o post de 16 de fevereiro "EU E O ZÉ, O ZÉ E EU" (aproveita e lê o blog na íntegra / dá pra pra rir e aprender um bocado)

Sem passarela ou arquibancada, uns com camiseta, outros sem... A garotada de 10, 15, até perto dos 25, finalmente descobriu o que é carnaval!
Até bloco do ‘Rei’ inventaram (Exalta Rei, na Urca), e as canções num momento lindo, com direito a emoções, choro e a presença do
próprio Roberto, bem ali, feito amigo de fé, irmão camarada.

Multidão invadiu a Avenida Rio Branco durante a passagem do bloco (Foto: Cláudia Loureiro/G1)
Do Leme ao Pontal, de Pilares a Ipanema, São Gonçalo a Niterói, da Lapa a Jacarepaguá, do Humaitá a Madureira, da Tijuca ao Engenho de Dentro, do Méier a Paquetá... dos 90 anos do Bola Preta, passando pelos 25 do Simpatia, 53 do Bafo da Onça, 11 do Segundo Clichê, Banda do Ingá, Dominó, Banda de Santa Rosa, Agoniza Mas Não Morre (o cordão do’s candongueiro’s), Gargalhada, Nem Muda Nem Sai de Cima aos mais novos, alguns estreantes, Chica Chica Boom Chic, Virtual, Arco-Íris, Os Vizinhos, Pisa na Frigideira, Cordão do Boitatá, Pacotão do Beco,Zumbi de Pilares, Carmelitas, Gigantes da Lyra... BeijaMim no Escuro, o primeiro Bloco carnavalesco no mundo guiado por cegos... Zumbi de Pilares, Carmelitas, Gigantes da Lyra... BeijaMim no Escuro, o primeiro Bloco carnavalesco no mundo guiado por cegos...


O ônibus '171 me engana que eu voto' circulou
entre os foliões na Praça XV, no Bloco Boitatá
(Foto: Cláudia Loureiro/G1)

Nunca se viu tanto bloco, quanta criatividade!!! E sambas de embalo e marchinhas de carnaval, as mais antigas que atravessaram gerações e as criadas recentemente, na garganta do povo, que resolveu reassumir e se apropriar de uma festa, que é e sempre foi, absolutamente sua, um chão que nos pertence, das ruas e das praças – ‘a praça Castro Alves é do povo... e o céu é do avião’, parafraseando Caetano – (pode! porque o Rio tem rua e viaduto com o nome de Castro Alves).

Foram quase 200 blocos e uma multidão de mais de 200 mil foliões (mais do o público estimado do sambódromo, nos desfiles das principais escolas de samba, domingo e segunda-feira) atravessou o Rio de norte a sul, leste a oeste, num arrastão do bem, na onda multicolorida do bom humor, da alegria, dos encontros e reencontros. Um rito de liberdade.

Segundo o jornal O Povo, a Sebastiana (Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro) e a prefeitura do Rio de Janeiro vão se reunir para avaliar a participação dos blocos no carnaval deste ano. O objetivo é saber o que pode ser melhorado para o a festa de 2010.

Tomara que tenham na lembrança o Gil e o Jackson do Pandeiro
e não venham com uma dança diferente -
(Convidei a comadre Sebastiana / Pra cantar e xaxar na Paraíba / Ela veio com uma dança diferente / E pulava que só uma guariba / E gritava A, E, I, O, U, ipslone / Já cansada no meio da brincadeira / E dançando fora do compasso / Segurei Sebastiana pelo braço / E gritei não faça sujeira...).



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(*) José Sergio Rocha, jornalista - Trinta anos de imprensa com passagens pelo Globo, Jornal do Brasil, Diário de Notícias, EFE, Latin-Reuters, O País, Petrobras e Petros. Foi supervisor de texto do Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro, do CPDOC (FGV). Escritor, autor da biografia "Roberto Silveira, a Pedra e o Fogo" (Casa Jorge Editorial, 2003) e de "Petros, 30 anos de história" (Mauad, 2002), além de dezenas de trabalhos como ghost writer