Blog da Petrobras
O furor causado pela iniciativa da Petrobras de criar um blog, seu conteúdo e objetivos, nos traz uma excelente oportunidade de reflexão sobre o papel da imprensa, o exercício de ser jornalista, o impacto e as conseqüências que novas formas e usos da tecnologia estão trazendo, em especial, ao universo da informação e da comunicação.
Estamos num tempo de renovação de paradigmas, não necessariamente de valores, mas o que parece propor 'passar do discurso à prática' do desejo unânime da 'tal' liberdade de expressão.
Aos ‘coleguinhas' fico com Sócrates:
“...em vez de tampar a boca dos outros, preparar-se para ser o melhor possível."
Celacanto provoca maremoto
Uma das primeiras e enigmáticas pichações, onipresente nos muros da cidade do Rio de Janeiro, no final dos anos 70, copiada nos muros de outras muitas cidades do país, CELACANTO PROVOCA MAREMOTO, depois de algum tempo acabou sendo desvendada. Era criação de um menino, com apenas 17 anos na época, o jornalista carioca Carlos Alberto Teixeira. A inspiração, um dos episódios do seriado japonês National Kid, sucesso da televisão brasileira na década de 60, intitulado Contra os Seres Abissais.
Celacanto provoca maremoto
Uma das primeiras e enigmáticas pichações, onipresente nos muros da cidade do Rio de Janeiro, no final dos anos 70, copiada nos muros de outras muitas cidades do país, CELACANTO PROVOCA MAREMOTO, depois de algum tempo acabou sendo desvendada. Era criação de um menino, com apenas 17 anos na época, o jornalista carioca Carlos Alberto Teixeira. A inspiração, um dos episódios do seriado japonês National Kid, sucesso da televisão brasileira na década de 60, intitulado Contra os Seres Abissais.
"Não se aventurem nas profundezas dos oceanos. O celacanto quando se enfurece emite grandes ondas de ódio".
Tem gente que traduz melhor o significado dos fatos.
(extraído do artigo Conselho federal da meia dúzia de famílias donas do jornalismo no Brasil, assinado pela jornalista Marilene Felinto, da Caros Amigos, publicado no site www.piratininga.org.br em outubro de 2004)
"A imprensa escrita e audiovisual é dominada por um jornalismo reverente", como bem diz Serge Halimi, "por grupos industriais e financeiros, por um pensamento de mercado, por redes de conivência.
Um pequeno grupo de jornalistas, onipresentes, impõe a sua definição de informação-mercadoria a uma profissão cada vez mais fragilizada pelo medo do desemprego. Eles servem aos interesses dos donos do mundo.
São os novos cães de guarda" (Serge Halimi, Les Nouveaux Chiens de Garde).
Pois eu me orgulho de ter caído fora do establishment da imprensa paulista por me recusar a escrever o que o patrão manda. Não fui demitida da Folha de S. Paulo (como ainda me perguntam alguns leitores): pedi demissão.
Pois eu me orgulho de ter caído fora do establishment da imprensa paulista por me recusar a escrever o que o patrão manda. Não fui demitida da Folha de S. Paulo (como ainda me perguntam alguns leitores): pedi demissão.
Saí no momento exato em que vieram impor o que eu deveria ou não deveria escrever. Não escrevo o que o patrão manda. Não nasci para marionete.
A censura existe, sim. Não é igual à censura das ditaduras, funciona de outra maneira. "Como se oculta hoje a informação?", pergunta Ramonet. "Através de um aumento de informações: a informação é dissimulada ou truncada porque há demasiada para consumir.
A censura existe, sim. Não é igual à censura das ditaduras, funciona de outra maneira. "Como se oculta hoje a informação?", pergunta Ramonet. "Através de um aumento de informações: a informação é dissimulada ou truncada porque há demasiada para consumir.
E não chegamos mesmo a aperceber-nos da que falta." Além disso: a censura da redação de jornal "consiste em suprimir, em amputar, em proibir um certo número de aspectos dos fatos, ou até a totalidade dos fatos, a ocultá-los, a escondê-los".
A tudo isso, diz ele, vem juntar-se aquela prática muito difundida nos meios midiáticos que consiste, para qualquer jornalista que pretenda fazer normalmente carreira no meio, não criticar as práticas criticáveis dos seus confrades. "Os midia, para venderem, têm de dar uma boa imagem de si mesmos e têm, pelo menos, de fazer acreditar na sua própria integridade e imparcialidade."
Na "nova ordem mundial" em voga, a informação é impulsionada e guiada pelo mercado e se caracteriza, como lembra Roberto Sávio, por uma crescente concentração, tanto dos meios de comunicação quanto das empresas de telecomunicações, e pela homogeneização dos conteúdos, o que desemboca no nefasto fenômeno do "pensamento único".
Na "nova ordem mundial" em voga, a informação é impulsionada e guiada pelo mercado e se caracteriza, como lembra Roberto Sávio, por uma crescente concentração, tanto dos meios de comunicação quanto das empresas de telecomunicações, e pela homogeneização dos conteúdos, o que desemboca no nefasto fenômeno do "pensamento único".
Exemplo: os dois maiores jornais diários de São Paulo, Folha e Estado, cobrem de forma idêntica o governo Lula: minimizam os sucessos (política externa, geração de empregos, equilíbrio da economia, investimentos na área social etc.) e optam pela desmoralização pura e simples. Não são jornais críticos (e crítica sempre há a ser feita), são jornais difamadores, que apostam na derrocada de um governo só porque não se trata de um governo da laia deles.
O negócio dos dois jornais é regurgitar na deformação preconceituosa, na desinformação, na mensagem negativa que enquadre os sem-nada, os sem-terra, os Lula da vida (nordestino, pobre, sem diploma universitário) e convença a sociedade de que eles nada valem. As maiores revistas (Veja, Época, IstoÉ) seguem na cola desse pensamento único. São todas iguais na estupidez. Uma vergonha. Não há mais o que ler. Essa história de jornalismo independente no Brasil de hoje é uma fraude espetacular.
"Questionamo-nos sobre o futuro dos jornalistas. Eles estão em vias de extinção", diz Ignacio Ramonet. "O sistema já não os quer. Podia funcionar sem eles. Ou digamos, antes, que aceita funcionar com eles, mas atribuindo-lhes um papel menos decisivo: o de operários numa produção em cadeia (...). Dito de outra maneira, rebaixando-os para a categoria de retocadores de despachos de agência. A qualidade do trabalho dos jornalistas está em vias de regressão e, com a precarização galopante da profissão, acontece o mesmo com o seu estatuto social."
O negócio dos dois jornais é regurgitar na deformação preconceituosa, na desinformação, na mensagem negativa que enquadre os sem-nada, os sem-terra, os Lula da vida (nordestino, pobre, sem diploma universitário) e convença a sociedade de que eles nada valem. As maiores revistas (Veja, Época, IstoÉ) seguem na cola desse pensamento único. São todas iguais na estupidez. Uma vergonha. Não há mais o que ler. Essa história de jornalismo independente no Brasil de hoje é uma fraude espetacular.
"Questionamo-nos sobre o futuro dos jornalistas. Eles estão em vias de extinção", diz Ignacio Ramonet. "O sistema já não os quer. Podia funcionar sem eles. Ou digamos, antes, que aceita funcionar com eles, mas atribuindo-lhes um papel menos decisivo: o de operários numa produção em cadeia (...). Dito de outra maneira, rebaixando-os para a categoria de retocadores de despachos de agência. A qualidade do trabalho dos jornalistas está em vias de regressão e, com a precarização galopante da profissão, acontece o mesmo com o seu estatuto social."
Marilene Felinto é escritora e jornalista. (contato: marilenefelinto@carosamigos.com.br)
Vale a pena ler também:
Nova descoberta da Petrobrás abala mídia, artigo de Marcelo Salles no portal da revista CarosAmigos http://carosamigos.terra.com.br
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e,
sobre Gestão do Conhecimento e da Comunicação: Impactos da Tecnologia da Informação: “A busca pela notícia no jornalismo on-line: um estudo sobre as fontes” no link http://www.cibersociedad.net/congres2006/gts/comunicacio.php?id=800&llengua=po





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