"Juro, no exercício das funções de meu grau, assumir meu compromisso com a verdade e com a informação. Juro empenhar todos os meus atos e palavras, meus esforços e meus conhecimentos para a construção de uma nação consciente de sua história e de sua capacidade. Juro, no exercício do meu dever profissional, não omitir, não mentir e não distorcer informações, não manipular dados e, acima de tudo, não subordinar em favor de interesses pessoais o direito do cidadão à informação"
"É raro o jornalista que não derrapa com frequência na lei mais difícil de ser respeitada - a que o obriga a se manter neutro diante de qualquer situação. ... Se não serve para esclarecer, alertar, forjar consciências e contribuir para a construção de um mundo menos injusto e desigual, para que serve mesmo o jornalismo?"
[imagem da capa e trechos do livro "O Que É Ser Jornalista", de Ricardo Noblat, editora Record, 2006, 3ª edição, páginas 38-41]
Apenas um olhar... o primeiro. Bastante pra tatuar o invisível. Tesão. O tempo não existe. Dissimulo, faço piada... provoco um sorriso só pra sentir sua boca na minha direção. A cada encontro sinto seu cheiro, voz, o calor da sua pele... abro as entranhas, me deixando invadir. Quero você... tua língua tirando meu fôlego. Quero a prisão das tuas pernas... um susurro... provar do teu sexo. Quero que você me queira. Quero você flutuaando sobre mim. Quero o suor do teu corpo... e a madrugada infinita e indomável do cio. Quero a revolta e a paz dos lençóis dos amantes. Quero a brisa do dia que nasce alisando meu corpo e o teu. E enxergar no teu rastro a tatuagem cúmplice de cores e gozos, pra sempre cravada na minha e na tua lembrança. Quero você, só hoje. Amanhã não quero você. Quero você só hoje. Amanhã não existe.
Diferentemente do que supõe o senso comum, a criminalidade não é um desvio praticado por uma minoria restrita, mas, ao contrário, um comportamentode largos extratos ou mesmo da maioria dos membros de uma sociedade. A afirmação, ainda que chocante à primeira vista, poderá ser claramente constatada por todos que se dispuserem a observar a sociedade, o noticiário e as atitudes, aparentemente corriqueiras, com mais isenção e acuidade. O que ocorre, na verdade, é que o cidadão comum nunca se interessa por conhecer o Código Penal de seu país, ignorando, portanto, o que a sua sociedade considera como crimes. Apenas este movimento reservaria belas surpresas. Depois, mas não menos importante, está o fato, também considerado como natural, de que ele não está no grupo criminalizável de seu país. E isto, encarado com tanta naturalidade, na verdade não o é fato que faz a maior diferença. Mas esta é uma belíssima discussão, que a sociedade não quer enfrentar. ... Como e por que a sociedade tolera alguns crimes e não outros?
A impressão corrente é de que o país não vê solução, quando, na verdade, ele não vê é o problema. Ou não quer ver. É curioso, por exemplo, que, ainda que se reconheça serem as causas da criminalidade inúmeras e complexas e que até mesmo o conceito de criminalidade seja discutível − variando conforme a época, o lugar e as forças dominantes em uma determinada conjuntura político-econômico-social – sempre que se anuncia uma política de combate ao crime e à criminalidade, dois equívocos chamam a atenção. Primeiro, são todas elas dirigidas a apenas um segmento social, o das classes mais baixas,... ... O cotidiano que a mídia expressa não deixa dúvidas de que os crimes não são “privilégio” de uma parte “podre”, “defeituosa” ou “doente” da sociedade, mas sim um comportamento de amplos setores, presentes em todas as camadas da população. Sendo assim, quando se pede e se exige, muitas vezes em verdadeiras cruzadas morais, o endurecimento das penas, a construção de presídios inumanos, é bom que todos estejam atentos para o fato de que há artigos no Código Penal para todos, estando a diferença apenas nas formas de perseguição e condenação que os órgãos de controle social dispensam aos diferentes grupos sociais. (*) trecho do prefácio de Somos todos criminosos em potencial/ Maria Léa Monteiro de Aguiar – Niterói : EdUFF,2007.
Violência, reportagens e afins. Trabalho sobre violência, colégio Nova Era, Joinville/2007.Por Priscila Batisti.